D de Duarte

Finalmente entrei no mundo dos Blogtrotters! Vou tentar expôr aqui os meus pensamentos mais profundos, sarcásticos, banais ou até mesmo fofinhos, sobre tudo o que se passa por aí e que a todos nós faz pensar. Ou então não...

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27 de março de 2006

Onde ponho este velhinho?

Este sábado estive no casamento de um grande amigo meu e não pude deixar de reparar nos fura-casamentos que por ali encontrei. Não estou a falar dos personagens que, quais formigas em picnics, aparecem vindas do nada para levarem à boca o nosso tesouro alimentar, mas sim de simpáticos “gerontos” que se sentam ao nosso lado como se fizessem parte daquele quadro religioso.
Ora vai uma pessoa a uma igreja ouvir uma dúzia de “amens”, uns dez “Jesus” e uma meia dúzia de cânticos religiosos (é esta a quantidade normal para um casamento), e tem que levar com um grupo organizado de velhinhos em busca da mensagem do Senhor.
Até hoje não me lembro de entrar numa única igreja sem encontrar 4 ou 5 idosos por lá espalhados. Será que vivem por ali? Será que no início da temporada religiosa, e por serem sócios, têm lugares cativos até ao fim da época?
Já estou a ver um D. Afonso qualquer encomendar uma igreja ao empreiteiro do reino, e este chegar com a carroça ao fornecedor habitual e dizer-lhe:
- Ó Sr. Phernando de Arribaldes! Tenho aqui uma encomenda de 1 arroba e 300 arráteis de pedra, 7 mil pranchas de madeira do pinhal de Leiria, 5 Nossas Senhoras, 2 Cristos e 1 cruz por favor.
- Com certeza Mestre Nóbrega de Aviz. E não vai mais nada?
- Olhe, já agora arranje-me 6 ou 7 anciões para decorar o interior da igreja. Parece que estão muito na moda lá fora.
Tenho a certeza que alguns destes velhotes, atacados por uma avançada falta de memória, ali se encontrem apenas por estarem à espera do sinal divino que lhes vai indicar o caminho para a eterna felicidade, isto é, o caminho para casa, onde finalmente poderão usufruir de pequenas pérolas de prazer como, o Você na TV com o Goucha, o cházinho com bolinhos e o viagra.

3 Comments:

Blogger Martinho Neves said...

Espero no entanto que não tenha aparecido nenhum (também inesquecível) velho do Restelo a tentar estragar o casamento ou dar-lhe um sal indesejado quando o padre perguntou - Quem se opõe a este casamento que fale agora ou para todo o sempre mantenha a bocarra fechada.
Será que eventualmente un desses velhinhos se chamaria Parasita, O Mítico, sim, o mesmo parasita que conheci num pequeno bar de aldeia, onde curiosamente conheci também Kid Grunho, mas voltando ao velho... Conheci Parasita num pequeno bar de aldeia, perto daqui. Vestia trajos regionais, com tendências de Channel, e um toque tropical, que lhe era dado pelo curioso e peculiar arejamento das suas vestes. Hmmm, pergunto-me :)

7:09 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Sim senhor, está lindo, adorei!! Mas sabe a pouco. Quero mais! Escreves bem, gosto :) Beijinhos

12:44 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Meu caro amigo, regozija-te enquanto os teus dias não se centram numa corrida frenética pelo banco da igreja mais próximo do coro. Nessa altura o teu único intuito será conseguir ouvir o sermão, não do padre, mas das meninas que, à vez, após a homília, despenderão alguns segundos para te repreender, pelo facto de passares a missa inteira a espreitar-lhes por baixo das saias, com um espelho preso ao botim. Se bem te conheço, sorrirás e com um ar malicioso retorquirás, também à vez, "a menina permite-me que lhe ofereça uma flor?", " a menina permite-me que a convide para um chá?", " a menina faz-me lembrar a minha prima Alzira, que recordo com saudade, afinal fez de mim um homem!". Escusado será dizer que não poderás passar o resto da tua vida nas igrejas, mas acredito que não te faça grande diferença, já que em resposta, as ditas moçoilas te conduziram a um sitio que tu simplesmente adorarás - o hospital!!!!
Desejo-te a melhor das sortes com as enfermeiras....
Tua amiga

10:48 p.m.  

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