D de Duarte

Finalmente entrei no mundo dos Blogtrotters! Vou tentar expôr aqui os meus pensamentos mais profundos, sarcásticos, banais ou até mesmo fofinhos, sobre tudo o que se passa por aí e que a todos nós faz pensar. Ou então não...

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8 de junho de 2006

A problemática do fruto seco

Antes de mais devo dizer que me encontro numa esplanada e não estou a levar com o sol no belo corpo, e porquê? Porque o raio da esplanada fica entre duas torres e apesar de ter o sol a escassos metros, não fica bem pegar na mesa e na cadeira e afastar-me singelamente do aglomerado humano à minha volta.
Delicio-me neste momento com um sumo natural de laranja e um queque de noz, e é precisamente à problemática do fruto seco que eu quero chegar. Vejamos assim, perfeitamente ao acaso, a noz-moscada. Eu pego numa noz e não faço a mínima ideia de como se mosca. Moscar uma noz pode parecer uma coisa extremamente simples para qualquer mestre de culinária, mas para mim, onde a minha relação com o fruto seco não vai muito além do descascamento e consequente degustação do dito, parece algo transcendente.
Outro caso é o da castanha pilada, e eu pergunto… como raio se desenrola este processo? Como se pila uma castanha? Parece-me a mim que o termo castanha pilada está todo ele envolto de uma conotação algo sexual e, raisparta, mesmo que encontre uma castanha como Deus a trouxe ao mundo, não sou eu que lhe vou dar uma pilada.
Mas bem lá no topo encontra-se a parte milionária da alimentação, mais conhecida como a fava-rica. Ninguém sabe ao certo como é que ela enriqueceu, mas cá para mim existe todo um lobby na venda do mítico bolo-rei, a fava recebe à cabeça uma percentagem nas vendas, dá um sumiço no brinde, fica com a parte dele e adopta toda uma postura de aiquenãoseioquesepassasóestouafazeromeutrabalho.
Quem se lixa no meio disto tudo sou eu que não gosto de favas.