22 - Uma lei é boa, duas são melhores
"A grande medida deste ano de acabar com fuminho nos locais fechados arrancou de mim três vivas, duas vénias e um gás. Na verdade não caibo em mim de contente quando entro num restaurante e, em vez de inalar nicotina, sou perfumado com um misterioso cheiro a peixe frito num óleo com quinze dias. Poderão estar a perguntar a que raio de restaurantes é que eu vou, mas aviso já que não vou revelar. Outro facto que me agrada imenso é o bafo das pessoas à minha volta já não ser de tabaco, mas sim de um bom vinho tinto alentejano que é muito mais típico.
A minha única preocupação é que ao tentar entrar num destes novos locais de ar perfeitamente respirável tenho que ser confrontado com um magote de gente a barrar-me a entrada, já que estão todos a fumar cá fora, quer chova ou esteja frio e já a atirar para a perfeita loucura, mesmo que chova e faça frio. Admiro no entanto a perseverança desta gente ao preferir enfrentar uma intempérie a deixar-se estar calmamente num local de ambiente ameno e perfeitamente controlado a nível de partículas. Lá dentro não porque não posso fumar, deixa-me ir lá para fora respirar nicotina e monóxido de carbono que eu é que sei o que me faz bem.
Mas se a proibição do tabaco já está feita, que tal começarem a pensar noutras leis que também davam cá um jeitaço, hein? Por exemplo, estou-me aqui a lembrar que seria bem agradável criar uma lei que proibisse as pessoas com bigode comer caldo verde, é extremamente agressivo olhar para um homem que acabou de o fazer e nos aparece com serpentinas verdes na pelugem, já para não falar de uma mulher. Outra lei poderia ser a proibição de sorrir depois de comer brócolos, chateia-me um bocado olhar para uma pessoa e ver uma árvore nos dentes, amigo do ambiente tudo bem, é certo que onde há uma árvore há sempre um amigo, mas não exageremos.
A minha única preocupação é que ao tentar entrar num destes novos locais de ar perfeitamente respirável tenho que ser confrontado com um magote de gente a barrar-me a entrada, já que estão todos a fumar cá fora, quer chova ou esteja frio e já a atirar para a perfeita loucura, mesmo que chova e faça frio. Admiro no entanto a perseverança desta gente ao preferir enfrentar uma intempérie a deixar-se estar calmamente num local de ambiente ameno e perfeitamente controlado a nível de partículas. Lá dentro não porque não posso fumar, deixa-me ir lá para fora respirar nicotina e monóxido de carbono que eu é que sei o que me faz bem.
Mas se a proibição do tabaco já está feita, que tal começarem a pensar noutras leis que também davam cá um jeitaço, hein? Por exemplo, estou-me aqui a lembrar que seria bem agradável criar uma lei que proibisse as pessoas com bigode comer caldo verde, é extremamente agressivo olhar para um homem que acabou de o fazer e nos aparece com serpentinas verdes na pelugem, já para não falar de uma mulher. Outra lei poderia ser a proibição de sorrir depois de comer brócolos, chateia-me um bocado olhar para uma pessoa e ver uma árvore nos dentes, amigo do ambiente tudo bem, é certo que onde há uma árvore há sempre um amigo, mas não exageremos.
Para finalizar deixo aqui uma ideia que me parece ser bem inovadora. Podia existir nos restaurantes uma zona de tratamentos para estes problemas, onde um mestre em acupunctura chinesa fazia o seu trabalhinho com arroz agulha. Enquanto isso o senhor fumador ia saboreando um belo naco na pedra para o fumo lhe dar a ilusão de estar a fumar. É ou não é uma ideia bem catita?"


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