D de Duarte

Finalmente entrei no mundo dos Blogtrotters! Vou tentar expôr aqui os meus pensamentos mais profundos, sarcásticos, banais ou até mesmo fofinhos, sobre tudo o que se passa por aí e que a todos nós faz pensar. Ou então não...

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3 de novembro de 2008

7 - Domingo Deusportivo

"Se há coisa que não se vê todos os dias é um padre a fazer exercício físico, isto já para não falar de um abade que esse então só come, essencialmente toucinhos-do-céu. Um papa por exemplo, nunca o vimos a fazer um jogging matinal, trabalhar um bíceps, um abdominal ou mesmo afundar uma bola num cesto e ficar lá pendurado.
Mas isto do desporto e da igreja não andarem de mãos dadas tem os dias contados, pelo menos na Itália. E se o desporto faz de nós uns homenzinhos, faz dos padres uns rebeldes.
Ora vejamos, no campeonato de futebol do clero, a Clericus Cup, um padre futebolista foi expulso de um torneio entre igrejas por ter atirado a camisola ao árbitro. Foi um dia inesquecível para os jogadores amadores italianos, já que o presidente da equipa Doria, da segunda divisão, decidiu sair do campeonato por causa da raivosa decisão do árbitro, palavra do senhor… quero dizer, do senhor Franco de Rosa, ao qual acrescentou que estavam fartos de sofrer injustiças todos os domingos.
E é bem feito, segundo eu me lembro o domingo é dia do Senhor e estes padres rebeldes andam para aí a jogar futebol, a despir camisolas e a mostrar valentes panças, na volta até vociferam duas ou três blasfémias ao árbitro. E o Senhor não gosta disto, se gostasse tinha dito que os domingos eram os dias dos Jogos do Senhor e tinha organizado campeonatos de Cura do Ceguinho ou os 400 metros barreiras em cima da água. E nada de blasfémias, quando muito um jogador poderia dizer “Vai para o órgão sexual masculino ó árbitro do cocó” ou “Vai para a meretriz que te deu à luz”, mesmo assim era razão suficiente para passar o resto do dia na igreja a dizer Avés Marias e Pais Nossos.
Para quando o campeonato português? Já está na hora de assistirmos a uns presbíteros a correr atrás de um esférico. Ver o Anjos do Senhor Futebol Clube jogar contra o Hóstias Clube de Agunchos a dar-lhes uma abada era o final de tarde de domingo perfeito. Quem não ficava muito satisfeito era o marido dela, o abade."