D de Duarte

Finalmente entrei no mundo dos Blogtrotters! Vou tentar expôr aqui os meus pensamentos mais profundos, sarcásticos, banais ou até mesmo fofinhos, sobre tudo o que se passa por aí e que a todos nós faz pensar. Ou então não...

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4 de novembro de 2008

8 - E Margarida teve uma visão

"Está um frio que não se aguenta. Já mudei o ar condicionado de modo siberiano para modo inferno. Olhei pela janela, bufei no vidro e fiz um círculo. Meu Deus, o verão acabou…
No campeonato sueco de suicídios inicia-se uma nova época e por cá alguns cérebros começam a congelar. Um deles parece ter sido o de Margarida Cordo, psicóloga e terapeuta familiar que dirige o Serviço de Reabilitação da Casa de Saúde do Telhal, que numa recente entrevista à revista Visão brindou-nos com esta iluminada conclusão: “A homossexualidade é um complexo, um transtorno da identidade sexual. É uma doença e tem recuperação”…
Cinco minutos depois… Pronto, eu acho que já consigo escrever sem me rir… é que… ou seja… portanto se… a última vez que olhei para um calendário pareceu-me ver 2007, será que a Dra. Cordo não tem os 46 anos que afirma ter, mas sim 146? Percebo que à cem anos atrás um homossexual chegasse ao consultório do seu médico de família, para lhe falar da sua doença, e este lhe passasse uma receita para ir à pharmácia comprar uns comprimidos à base feromonas masculinas, mas hoje? Em 2007?
No fundo é possível recuperar homossexuais, o que me leva a pensar que, ou andei enganado estes anos todos ou esta senhora é aquilo a que nós carinhosamente chamamos de… ora… de… parva, isso, e sei de fonte segura que já existe um xarope para esse tipo de doença de que padece Margarida, é um xarope fantástico contra a parvoíce que deve ser tomado todas as manhãs, não vá alguma outra revista ligar-lhe para mais uma entrevista e aparecer por aí falar dessas coisas do Pai Natal entrar nas chaminés, da homossexualidade ser uma doença ou de sereias nas praias de Sintra.
Provavelmente a Guidinha acordou durante a noite após ter uma visão, e não estou a falar da revista, e decidiu que as orientações sexuais de cada um são uma doença de que nos podemos livrar facilmente, umas injecções bem aplicadas e adeus homossexualismos, lesbianismos e outras pandemias que atormentam esta senhora.
Um grande bem-haja para Johannes Gutenberg, sem ele a Visão não publicava artigos deste calibre."