D de Duarte

Finalmente entrei no mundo dos Blogtrotters! Vou tentar expôr aqui os meus pensamentos mais profundos, sarcásticos, banais ou até mesmo fofinhos, sobre tudo o que se passa por aí e que a todos nós faz pensar. Ou então não...

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31 de outubro de 2008

6 - Deixem-me emagrecer...

"No ano passado, mais propriamente no dia 31 de Dezembro pelas 23:59, decidi que estava na hora de fazer uma dieta. Agora que já passou praticamente um mês e já me consegui habituar mais à ideia penso que está na altura de começar. Já nada me impede de conseguir os meus objectivos, até porque já consegui comer todos os doces que ainda restavam do Natal. Foi um mês difícil para os doces que não tiveram a mínima hipótese, eu era bem mais rápido que eles.
Mas isto de fazer dieta é mais complicado do que parece. Ainda ontem fui a um bar à noite e pedi um chá, logo a seguir algo para comer e a conversa foi mais ou menos esta:
- Boa noite.
- Diga.
- Tem alguma coisa que se coma sem ser doce?
- Não, só pastéis de nata.
- Só?
- Temos também um bolo de chocolate.
- Errr… e sem ser doce? Algo que não engorde…
- Ah, temos bolo de canela.
- Bem ok, pode ser. Traga uma fatia.
- Só vendemos duas fatias.
- ?? Duas? Mas eu só quero uma.
- Pois, mas só vendemos duas.
Malditos sejam, mas porque raio tem que ser duas fatias? Acho que não tenho aspecto de quem passa fome.
Quer dizer, de um lado, e porque o preço vai aumentar, o Feira Nova só vende doze pacotes de leite por pessoa, do outro vendem mais do que uma pessoa pede. Mas que vem a ser isto? Ou vais ao paraíso dos balofos ou vais celebrar o holocausto? Com racionamento de bens?
Há uns anos atrás até que não me importava de chegar a um restaurante, pedir um bacalhau com natas e o empregado dizer que só me podia vender dois bacalhaus com natas. O que eu sonhei com isso, mas hoje não.
Eu quero comer o que me apetece! Sem exageros claro, que eu para manter este corpinho ainda mais interessante não posso abusar.
Bem, hoje acho que vou ficar por aqui. Estou a ficar cá com uma larica, isto de falar em comida… Agora até já marchava uma feijoada ou talvez um pernil assado, mas tudo light.
Vou visitar o restaurante mais próximo. Até para a semana."

30 de outubro de 2008

5 - Chapéus há muitos e de chuva também

"De entre as inúmeras prendas que recebi este ano, e foram mais de quatro, estava um chapéu de chuva. Calha bem porque até estamos no Inverno.
E este não foi um chapéu de chuva qualquer, foi um chapéu de chuva à homem, nada de mariquices como aqueles que encolhem ou que têm uma capa protectora ou que têm cores estranhas, nada disso, é preto, é grande e tem cabo de madeira. Sim, porque chapéu de chuva que se preze tem que ter cabo de madeira.
Finalmente já não vou andar por aí todo amaricado com um chapéuzinho que se encolhe, querem algo mais amaricado que isto? Ai não, vou-me encolher porque parou a chuvinha...
E o que é isto de existirem chapéus de chuva às cores para homem? Preto! É preto por que é viril! Nunca vi o Stallone sair à rua num dia de chuva e dizer à mulher, olha... dá-me aí o meu chapéu de chuva beije que está-me cá a parecer que vão cair uns pinguinhos. Nada disso, macho que é macho leva um que seja preto ou então não leva, enfrenta as intempéries com um sorriso nos lábios e pensa o que seria se os amigos o vissem com um chapéu que fosse de outra cor.
E que raio é isto de alguns terem uma capa plástica? Será para os proteger devido à má qualidade que envergam? Será que é tão fragilzinho que precisa de uma camada protectora? A única vantagem que eu via nisto era se pudesse arrear num meliante quando viesse a correr para o meu carro a pedir uma moeda, mas com uma capa de plástico não vou longe. Quanto muito era capaz de lhe causar uma erupção cutânea.
Por isso meus amigos, preto, grande e cabo de madeira, é másculo. Os outros são chapéus para homens com M grande.
Mas existem outras vantagens. Segundo opinião duma amiga minha, as gaijas gostam de um homem que ostente um belo exemplar de chapéu. É sinal de responsabilidade por não se quererem molhar, de liderança porque é um chapéu de homem e de maturidade por ser preto com cabo de madeira.
Vou brevemente poder comprovar estas teorias ao levá-lo comigo a dar uma voltinha e, raisparta, se não me vão aparecer pelo menos duas ou três belas modelos a atirarem-se aos meus pés, sedentas de prazer. E se isso acontecer tenho que pensar numa boa desculpa para quando alguém me perguntar porque levo chapéu de chuva num belo dia de sol e calor. Para isso e para o caso de me perguntarem porque raio usei tantas vezes as palavras chapéu de chuva.
Acabei de descobrir que o meu é azul escuro…"

29 de outubro de 2008

4 - Carta a Alberto João

"Caro Alberto João,

Venho por este meio dar-lhe os meus mais sinceros parabéns pelas suas, hoje completas, 65 primaveras. Muito me apraz que até aqui tenha chegado, cheio de alegria e vigor, facto que acredito estar relacionado com o belo clima do seu reino, a não menos bela ilha da Madeira.
Confesso que até hoje não percebo como ainda não mudou o nome da ilha para Ilha do Jardim, afinal de contas está quase a completar 30 anos no poder, como é que isto lhe passou ao lado? Nem parece seu.
Outro facto que me deixou perplexo foi a sua ideia, como é que se diz… humm… isso parva, de deixar a liderança do reino em 2011. Como é que nos pode fazer uma desfeita dessas? Só nos restam 3 anos de insinuações e ataques ao continente por parte do grande maestro do insulto? E depois? Quem vai animar a política portuguesa? O Jerónimo de Sousa? O Paulo Portas? Ninguém tem o seu calibre, o seu fulminante ataque. O Paulo é o Herman José da política, teve oportunidade de sair no seu auge, carregado em ombros, mas voltou e tentou a sorte, agora ninguém lhe liga. E o Jerónimo é como comparar um programa dos Malucos do Riso ao The Office. O amigo Alberto João é o Ricky Gervais português, é o expoente máximo do humor.
Agora que entra na idade da reforma pode tirar uns dias para nos vir visitar ao Continente e vai ver que isto até nem é assim tão mau. Além disso, porquê mandar o belo do insulto de tão longe quando o pode fazer ali em São Bento? Era transformar a Assembleia num antigo teatro grego e vê-lo todas as noites a interpretar peças de sua autoria para uma casa cheia de ávidos fãs, acredito que vergaria toda uma plateia. Por outro lado também devia ser bem catita ver finalmente aquela casa de espectáculos com os lugares todos ocupados.
Mas hoje o Alberto é pequenino é não o quero chatear com mais boas ideias para os seus anos de reformado. Se realmente não quiser dar à luz o Ricky Gervais que há dentro de si, tem sempre o Campeonato Mundial de Dominó de Jardim…?? Meu Deus, tem um campeonato com o seu nome, nem tinha reparado. O amigo Alberto pensa em tudo.
Um grande bem-haja e espero vê-lo mais uma vez num carro alegórico neste Carnaval a abanar a anca que nem louco e a regurgitar um ou outro disparate ao nosso querido Primeiro-Ministro.
Mais uma vez parabéns e um beijinho especial do Sócrates."

28 de outubro de 2008

3 - Cada coisa no seu lugar

"Para todos vocês que são adeptos de uma alimentação moderna, que é como quem diz fast food, desde já vos digo que não me vão encontrar nesses lugares e por quatro razões diferentes. Primeiro porque não gosto do tipo de comida, segundo porque o tipo de comida não me agrada, terceiro porque aquilo é comida que não me apraz e finalmente porque além da comida não me dizer nada, também não há empregados de jeito. Não sei se já repararam mas os índices de beleza para se trabalhar num local daqueles é bastante baixo.
Portanto simpáticos leitores, se são bonitos e estão a pensar candidatar-se a um lugar de futuro numa cadeia de comida algo rápida podem ir tirando o equídeo da precipitação, pois ali só entra pessoal que consegue meter medo ao susto. Por outro lado, se forem comer ao restaurante cujo nome começa por M, acaba em S e tem no meio, aleatoriamente, as letras ACDONALD, podem constatar que a única criatura engraçada no recinto é o palhaço que, para mim, nada tem a haver com hamburgers. A última coisa que eu me lembraria de ver era um palhaço a enfardar carne picada cheia de ketchup e maionese, a não ser que esteja a ver um filme de puro terror com um palhaço possuído a comer carne humana. Bem, confesso que esta é uma private joke e apenas um grupo muito restrito de leitores vão entender, mas afinal de contas eu escrevo o que me apetecer nestas fantásticas linhas. Quem é que manda aqui afinal?
Na verdade, se querem encontrar este vosso adorado escriba a deliciar-se com uma refeição mais vale procurarem num Vitaminas ou num Go Natural, mas mesmo estes deixam-me algo apreensivo. E porquê perguntarão vocês? Muito simples. É que a mim chateia-me um bocado entrar num destes restaurantes, numa de comer comida saudável e ser atendido por alguém, que a última vez que pesou menos de três dígitos foi quando tinha menos de 15 anos. Dá-me sempre vontade de perguntar… Você não come aqui certo? Só trabalha não é?... Mas afinal o que se passa com o pessoal dos recursos humanos da restauração? Eu se quiser abrir um ginásio não vou contratar pessoal balofo, assim como se fosse abrir um oculista não admitia invisuais, portanto se vou comer algo saudável não me apetece ser confrontado com 120Kg de atendimento.Por isso vamos lá ter um pouco de atenção a estes pormenores, eu sei que vocês conseguem, vá…"

27 de outubro de 2008

2 - Atrás das linhas inimigas

"Este domingo vi o medo. Estava eu descansado em casa a fazer uma das coisas que mais gosto, nada, quando me telefona uma amiga a perguntar se podia ir com ela ao estádio da… isto até me custa a dizer… da… da Luz, pronto disse, vou só ali lavar a boca com sabão… ora cá estou de volta, para ir com ela comprar um cachecol encarnado a dizer Benfi… naa, não vou cair na mesma armadilha, ainda tenho a boca a saber a Feno de Portugal.
Tentei arranjar uma desculpa, mas esta querida amiga consegue ser muito convincente… maldita seja…
Lá fui eu ter com ela, felizmente apareceu com roupa verde, e fomos até ao local de destino. Estacionei o carro fora do recinto, como seria de esperar, ali é que eu não entro com o meu bólide, a não ser que me garantam que posso passar por cima de sete ou oito lampiões. Saímos do carro e fomos em direcção ao portão mais próximo, entrei, cuspi no chão num acto perfeitamente rebelde, que é normal numa situação destas, e lá estava eu no terreno do inimigo.
Por esta altura de certo que alguns leitores já estarão a dizer, ah e tal este tipo fala muito de futebol. Aviso já que não aprecio este tipo de leitores, sobretudo se forem benfiquistas.
Com o suor no rosto fomos direito a uma loja de desporto, mas não havia cachecóis de jeito. Foi aí que me apercebi que além daquela havia outra loja, esta sim a do clube, onde certamente iríamos encontrar o que queríamos. Meu Deus, existia ali outra loja ainda mais vermelha. Com as pernas a tremer entrei… estava no inferno… até chupetas e biberões havia. Isto de enganar a pequenada logo desde que nascem não me parece correcto, afinal vivemos ou não numa democracia? Os pequenitos também têm direito de escolha e certamente que ao crescerem irão escolher ser adeptos do Melhor Clube do Mundo, o Sporting. Filho meu que chegasse a casa a dizer que era do Benfica levava um calduço e comia caldo verde durante uma semana, no mínimo, até perder essa mania.
Felizmente o tormento não demorou muito tempo e rapidamente voltei a respirar ar puro. Tão cedo não me apanham noutra, a não ser que uma amiga convincente…"

25 de outubro de 2008

1 - A contratação do ano

Bem, conforme prometido cá vão as 24 crónicas que fiz para a 2dedos.
"Peço desde já desculpa por esta crónica vir aqui ter com um dia de atraso, mas… estou muito triste e não me apeteceu escrever. Ainda pensei, não vou escrever mais enquanto o Sporting não ganhar um jogo, mas ainda vos ia privar destes fantásticos apontamentos de humor, com que este vosso adorado amigo vos acaricia todas as segundas feiras, por algumas semanas. E eu sei o quanto os estimados leitores sofrem ao chegar aqui no pior dia da semana, logo pela fresquinha, e não encontrarem estas linhas magistralmente bem escritas que vos levam às lágrimas de tanto gargalhar.
Ora pois estava eu este fim de semana na casa de uma amiga a assistir ao Académica – Sporting, com um sorriso nos lábios, já que a melhor equipa do mundo estava a ganhar, quando, aos 94 minutos a Académica faz o golo do empate… Raisparta o Pavlovic!!
Pensei bem no assunto e, desta vez, até desculpo os jogadores do Sporting. Na verdade jogar contra a Académica é como jogar contra dez árbitros, e qualquer jogador leonino estava sujeito a levar dez cartões vermelhos ao mesmo tempo caso tivesse partido intencionalmente uma ou mesmo as duas pernas ao Pavlovic.
Por esta razão proponho aqui um abaixo-assinado contra o equipamento preto da Académica. Com tantas cores para escolher, sei lá… fuccia ou grenat, seguia o exemplo do Benfica com o seu equipamento cor de rosinha e não intimidava os adversários com a visão de dez árbitros a virem em direcção da baliza.
Mas além disso, o grande Sporting Clube de Portugal precisa de mais uns jogadores de alto calibre para fazer as alas e, senhores que contratam jogadores para Alvalade se estão a ler estas linhas, aqui vai a minha proposta. Noddy! Isso mesmo. A opção mais vantajosa é a contratação do Noddy. Senão vejamos, é ou não é verdade que todos abrem alas para o Noddy? Ah pois é meus amigos, era vê-lo progredir para o ataque pelas laterais com os jogadores adversários a afastarem-se e a permitirem o cruzamento para o belo do golo.
O novo jogador leonino chegava aos treinos em Alcochete no seu carro amarelo e fazia as delícias da pequenada, que assistia em massa. Excelente oportunidade para fazer novos sócios logo desde petizes. Pensem nisso senhores dirigentes, e se por acaso me quiserem contratar para olheiro para viajar pelo mundo à procura de novos valores para o futebol nacional, o vosso convite será bem-vindo.Um grande bem-haja deste vosso adepto."

17 de outubro de 2008

De um lado para o outro

Visto que a fantástica página da 2dedos está em baixo por tempo indeterminado, resolvi colocar aqui os textos que escrevi, em todo o meu esplendor, desde o primeiro em 2007 ao último, algures em 2008.
Um grande bem-haja para todos vós.